A difícil tarefa da tradução
O site Guardian Unlimited acabou de publicar um grande artigo online sobre a difícil tarefa de tradução dos livros de Harry Potter.
Fonte: Guardian Unlimited , The Leaky Cauldron e Hogsmeade"Hagrid, o que é quadribol?"
Traduções envolvem tanto arte quanto trapaça, diz Daniel Hahn. É o fim do verão e Harry não vê a hora de escapar do seu primo insuportável, Dirk, e do resto dos asquerosos Duffelings. Felizmente, ele logo irá voltar para a escola com seus amigos Ron e Hermelien e o agradável Professor Anderling, se preparando para a anual copa Zwerkbal. Contanto que ele seja capaz de se manter afastado do sinistro Professor Sneep.
Familiar?
Se você é um belga falante de Flamengo, isto é como a história de Harry Potter aparecerá para você. Dos 325 milhões de livros de Harry Potter vendidos ao redor do mundo, algumas 100 milhões de cópias não contêm somente as linhas da prosa de J.K Rowling. Elas são mediadas pelo trabalho de outros escritores que dão o tom, criam o suspense e humor, e dão aos personagens suas distintas linguagens e sotaques. A única coisa que estes tradutores não fazem é embutir tudo aquilo que está no enredo, que é claro, é feito somente pela Rowling.
No Brasil, ao contrário, a tradutora Lia Wyler escolheu manter o espírito ao invés dos nomes originais, suavizando alguns para soar melhor em Português. Através disto, ela mesma criou, com a nobreza do desafio de criação, algumas 400 palavras. Harry joga “quadribol” e quando ele não está em Hogwarts, está no mundo dos trouxas (Muggles) com seu primo “trouxa” Duda. Minerva MacGonagall manteve seu nome, mas também se manteve o uso mais familiar quando é chamada pelos pupilos de Professora Minerva.
A seleção poupou Harry da “Sonserina”, ao invés disto, o enviou para a “Grifinória”. O trabalho de todo tradutor requer que eles sejam simultaneamente presentes e ausentes; no geral, simpaticamente incrustados no trabalho e ainda totalmente invisíveis. E até mesmo a parte invisível tem que ser bem cuidada.
A relutância de alguns tradutores em falar comigo, para este artigo talvez tenha sido algum tipo de ideal de invisibilidade. Mas talvez tenha alguma coisa a ver com a rara e densa publicidade exigidas para este trabalho relativo a Harry Potter, pouco comum neste campo de tradução, certamente.
O fato é, nesta profissão invisível, eles são exceções, ainda modestos e mas também tocados pela celebridade. Qualquer um pode dizer que este não é um trabalho de tradução comum; e um dia desses, muito em breve, todo o circo começará todo de novo.
Fonte: Zonkos
Fonte: Guardian Unlimited , The Leaky Cauldron e Hogsmeade"Hagrid, o que é quadribol?"
Traduções envolvem tanto arte quanto trapaça, diz Daniel Hahn. É o fim do verão e Harry não vê a hora de escapar do seu primo insuportável, Dirk, e do resto dos asquerosos Duffelings. Felizmente, ele logo irá voltar para a escola com seus amigos Ron e Hermelien e o agradável Professor Anderling, se preparando para a anual copa Zwerkbal. Contanto que ele seja capaz de se manter afastado do sinistro Professor Sneep.
Familiar?
Se você é um belga falante de Flamengo, isto é como a história de Harry Potter aparecerá para você. Dos 325 milhões de livros de Harry Potter vendidos ao redor do mundo, algumas 100 milhões de cópias não contêm somente as linhas da prosa de J.K Rowling. Elas são mediadas pelo trabalho de outros escritores que dão o tom, criam o suspense e humor, e dão aos personagens suas distintas linguagens e sotaques. A única coisa que estes tradutores não fazem é embutir tudo aquilo que está no enredo, que é claro, é feito somente pela Rowling.
No Brasil, ao contrário, a tradutora Lia Wyler escolheu manter o espírito ao invés dos nomes originais, suavizando alguns para soar melhor em Português. Através disto, ela mesma criou, com a nobreza do desafio de criação, algumas 400 palavras. Harry joga “quadribol” e quando ele não está em Hogwarts, está no mundo dos trouxas (Muggles) com seu primo “trouxa” Duda. Minerva MacGonagall manteve seu nome, mas também se manteve o uso mais familiar quando é chamada pelos pupilos de Professora Minerva.
A seleção poupou Harry da “Sonserina”, ao invés disto, o enviou para a “Grifinória”. O trabalho de todo tradutor requer que eles sejam simultaneamente presentes e ausentes; no geral, simpaticamente incrustados no trabalho e ainda totalmente invisíveis. E até mesmo a parte invisível tem que ser bem cuidada.
A relutância de alguns tradutores em falar comigo, para este artigo talvez tenha sido algum tipo de ideal de invisibilidade. Mas talvez tenha alguma coisa a ver com a rara e densa publicidade exigidas para este trabalho relativo a Harry Potter, pouco comum neste campo de tradução, certamente.
O fato é, nesta profissão invisível, eles são exceções, ainda modestos e mas também tocados pela celebridade. Qualquer um pode dizer que este não é um trabalho de tradução comum; e um dia desses, muito em breve, todo o circo começará todo de novo.
Fonte: Zonkos


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